temperatura máxima a -1°
temperatura agradável nas salas
sal nas alamedas
escarcha nos gramados
Yalta, Locarno, Abissínia, Renania...
razões para Itália e Alemanha estarem na Espanha?
pan-mediterranismo... vamos falar claro?
vamos ficar no escuro
tão escuro como o conceito de nação
quantas nações há no Brasil?
e Carlos Marx diria o quê mesmo?
só sei que se o Drexler cantasse isso, ficaria bonito.
e a Vera vai deixar a rua bonita,
con los chavales de la calle Miosótis
Mostrando postagens com marcador estudar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador estudar. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
De plátanos, sol e esperança
Era um dia bastante frio.
Tinha um solzinho tímido, que o vento gelado soprando do norte tornava quase imperceptível como fonte calor.
Caminhava sozinha pelas alamedas; os caminhos estavam meio vazios àquela hora, assim que se podia ouvir um sussurro de vento em lugar da alegre ou triste balbúrdia dos estudantes e das estudantes.
O que chamou a atenção era a chuva, chuva de folhas de plátanos. Parecia que alguém juntara as folhas e estava jogando propositalmente, para que voassem ao vento e enchessem o chão.
Elas se desprendiam das árvores, e caiam e caiam, amarelas, com o sol se refletindo e tornando as alamedas como caminhos de ouro pelo campus.
Algo parecido era a chuva de flores amarelas, na cidade de Palotina, no Paraná. Mas, eram flores, miudinhas, amarelas, caindo das árvores e atapetando o chão, e o frio era bem menos intenso.
Poderia acontecer muitas coisas ali. Mas, as folhas caindo, enquanto caminhava em direção a Facultad de Filosofia y Letras, apenas aquietaram o coração, e a beleza do momento, desfrutado na manhã gelada, não se sabe por que motivos ou como, devolveu esperanças. Só isso.
Ao chegar à entrada do Departamento de Historia Contemporânea, um sorriso. Pode-se perder as folhas, mas, não se deixa de ser plátano.
O que está enraizado, suporta o gelo do norte, e permanece.
Tinha um solzinho tímido, que o vento gelado soprando do norte tornava quase imperceptível como fonte calor.
Caminhava sozinha pelas alamedas; os caminhos estavam meio vazios àquela hora, assim que se podia ouvir um sussurro de vento em lugar da alegre ou triste balbúrdia dos estudantes e das estudantes.
O que chamou a atenção era a chuva, chuva de folhas de plátanos. Parecia que alguém juntara as folhas e estava jogando propositalmente, para que voassem ao vento e enchessem o chão.
Elas se desprendiam das árvores, e caiam e caiam, amarelas, com o sol se refletindo e tornando as alamedas como caminhos de ouro pelo campus.
Algo parecido era a chuva de flores amarelas, na cidade de Palotina, no Paraná. Mas, eram flores, miudinhas, amarelas, caindo das árvores e atapetando o chão, e o frio era bem menos intenso.
Poderia acontecer muitas coisas ali. Mas, as folhas caindo, enquanto caminhava em direção a Facultad de Filosofia y Letras, apenas aquietaram o coração, e a beleza do momento, desfrutado na manhã gelada, não se sabe por que motivos ou como, devolveu esperanças. Só isso.
Ao chegar à entrada do Departamento de Historia Contemporânea, um sorriso. Pode-se perder as folhas, mas, não se deixa de ser plátano.
O que está enraizado, suporta o gelo do norte, e permanece.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Daqueles que viajam sozinhos
Não estou falando de eu mesma. Espero que nem de ti.
Nas vezes que viajei sem companhia de pessoas conhecidas, em geral estava observando os companheiros e companheiras de viagem, e tecendo histórias e conjecturas: se o ônibus sofre um acidente, quem se disporia a ajudar? Quem estaria preocupado exclusivamente consigo mesmo? Quantas famílias estariam desoladas? Quantas não teriam recursos para hospital?
E se o avião cair? Hummmm, que reação cada pessoa teria? Quem começaria a por a culpa no piloto?
E, claro, as vezes a gente viaja metida em nós mesmas ou mesmos. Lemos o livro, o jornal, olhamos as nuvens, as arvores, observando a nós mesmos/as, ou perdidas/os em outros lugares e espaços.
Mas, tem pessoas que viajam absolutamente metidos em si mesmos. Viajam absolutamente sozinhos.
Está no masculino, mulheres, porque até hoje só vi este ‘fenômeno’ ocorrer com homens.
Como é o tipo que viajar sozinho? Descrevo o comportamento de um, com que tive o desprazer de viajar semana passada:
Ele leva uma pequena mala ou valise, ou mochila (mais raro).
Entra no avião olhando para si mesmo, trata mal os trabalhadores que estão alí atendendo, e se for obrigado a olhar os demais passageiros, o fará com a embófia típica da imbecilidade capitalista.
Ao identificar seu assento, ele passa a se ocupar de seu bem-estar na poltrona: coloca o casaco no guarda-malas, abre a maleta, valise ou mala, olha o que irá ler para melhor demonstrar seu nível de sapiência, pega um jornal, desiste dele, pega outra coisa, olha demoradamente. Enfim, se decide a fechar a mala, e a guardá-la de modo que não amasse a roupa que guardou antes.
Nesse momento, atrás dele está uma grande fila de pessoas, esperando para passar pelo corredor obstruído pelo sujeito e chegar a seus assentos.
Ele irá passar a viagem em branco, pra si e pra todo mundo. Não irá ver nuvens, nem arvores, nem o passageiro ao seu lado. Creio eu que ele está vendo isso tudo, mas, quer que os outros pensem que não está aí, que é tão cheio de si mesmo, que não está para ningúem nem para nada.
Em caso de acidente, este tipo seguramente pisará cabeças, agarrará sua malinha, e buscará sua salvação.
Ao desembarcar, o tipo faz o mesmo caminho, inverso. Ocupa o corredor, tinha a maleta, vagarosamente a abre, guarda o que tiver que guardar, faz de conta que não percebe as pessoas que esperam o corredor para se mover.
As vezes o calor de humanidade que se gera e transmite nesses momentos de preocupação tão pequena com o bem estar de estranhos, pode deixar os dias mais felizes, apesar de qualquer coisa.
Não é preciso nenhuma intimidade, nem trocas de histórias de vida, apenas, um pouco de gentileza.
Nas vezes que viajei sem companhia de pessoas conhecidas, em geral estava observando os companheiros e companheiras de viagem, e tecendo histórias e conjecturas: se o ônibus sofre um acidente, quem se disporia a ajudar? Quem estaria preocupado exclusivamente consigo mesmo? Quantas famílias estariam desoladas? Quantas não teriam recursos para hospital?
E se o avião cair? Hummmm, que reação cada pessoa teria? Quem começaria a por a culpa no piloto?
E, claro, as vezes a gente viaja metida em nós mesmas ou mesmos. Lemos o livro, o jornal, olhamos as nuvens, as arvores, observando a nós mesmos/as, ou perdidas/os em outros lugares e espaços.
Mas, tem pessoas que viajam absolutamente metidos em si mesmos. Viajam absolutamente sozinhos.
Está no masculino, mulheres, porque até hoje só vi este ‘fenômeno’ ocorrer com homens.
Como é o tipo que viajar sozinho? Descrevo o comportamento de um, com que tive o desprazer de viajar semana passada:
Ele leva uma pequena mala ou valise, ou mochila (mais raro).
Entra no avião olhando para si mesmo, trata mal os trabalhadores que estão alí atendendo, e se for obrigado a olhar os demais passageiros, o fará com a embófia típica da imbecilidade capitalista.
Ao identificar seu assento, ele passa a se ocupar de seu bem-estar na poltrona: coloca o casaco no guarda-malas, abre a maleta, valise ou mala, olha o que irá ler para melhor demonstrar seu nível de sapiência, pega um jornal, desiste dele, pega outra coisa, olha demoradamente. Enfim, se decide a fechar a mala, e a guardá-la de modo que não amasse a roupa que guardou antes.
Nesse momento, atrás dele está uma grande fila de pessoas, esperando para passar pelo corredor obstruído pelo sujeito e chegar a seus assentos.
Ele irá passar a viagem em branco, pra si e pra todo mundo. Não irá ver nuvens, nem arvores, nem o passageiro ao seu lado. Creio eu que ele está vendo isso tudo, mas, quer que os outros pensem que não está aí, que é tão cheio de si mesmo, que não está para ningúem nem para nada.
Em caso de acidente, este tipo seguramente pisará cabeças, agarrará sua malinha, e buscará sua salvação.
Ao desembarcar, o tipo faz o mesmo caminho, inverso. Ocupa o corredor, tinha a maleta, vagarosamente a abre, guarda o que tiver que guardar, faz de conta que não percebe as pessoas que esperam o corredor para se mover.
As vezes o calor de humanidade que se gera e transmite nesses momentos de preocupação tão pequena com o bem estar de estranhos, pode deixar os dias mais felizes, apesar de qualquer coisa.
Não é preciso nenhuma intimidade, nem trocas de histórias de vida, apenas, um pouco de gentileza.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Um 16 de Novembro Alegre
Despertar as 08:30, arrumar a cama, água para o café
Quer saber quando te olhei na piscina, se apoiando, com as mãos na boooooorda, fervendo a água...
Água fervendo, duas colheres, café ficou forte, duas xícaras, uma acompanha o pão, outra acompanha a leitura de contos galegos.
Fervendo a água que não era tão fria e um azulejo se partiu porque a pooooorta, do nosso amor estava se abrindo, e os pés que irão por esse caminho...
Mochila pronta, tapuér com almoço pronto, chaves, tíquete do trem, agasalho, está quente e bonito lá fora. Sol ardendo.
Sair a Calle del Amparo. E os pés que irão por esse caminho, vão terminar no altar. Eu só queria me casar, com alguém igual a você, y alguén igual não há de ter, então quero mudar de lugar...
Calle de la Espada. Eu quero estar num lugar, da sala pra te receber!
Tirso de Molina, y Calle Doctor Cortezo. Na cor do esmalte que você vai escolher, só para as unhas pintar. Quando é que você vai sacar, que os vãos que fazem suas mãos...
Uma praça que ainda não sei o nome, mas tem um ponto de ônibus. Y ahí está Calle de la Carreta abajo.
Que os vãos que fazem suas mãos é só porque você não está comigo? Só é possível, te amar! Seus pés se espalham em fivelas sandálias, e o chão se abre...
Estación Sol. Cercanias-renfe, Charmatin, Colmenar Viejo, Três Cantos, SSdelosReyes.
E o chão se abre, por dois sorrisos, irão virando o seu corpo que é praia, de um escândalo, charme y macio, que cor terá se derreter?? Que som o lábios vão morder?? Vem me ensinaaaaar a falar! Vem me ensinaaaaaaar a ter você!
Leituras, leituras... La História Maleable, de Anaclet Pons. Interessante.
Opa, já é Cantoblanco.
Ficha na biblioteca. Soy brasileña tengo pasaporte no no tengo aún la tarjeta de estudiante si de máster oh 20 libros! Qué bueno! Si ya hice mi correo de la UAM ya solicité la tarjeta pero demora unos días puedo acceder la biblioteca por la pagina web bueno renovar hasta 10 veces! Mui bien. Ah bien salas para invetigadores del otro lado me gusta estar más cerca de los libros...
Começado o dia, vou-me, porque as aulas começam daqui a pouco.
Nando Reis é alegria por pombos chegados com mensagens enquanto eu dormia.
Bom dia pra todas e todos!
Quer saber quando te olhei na piscina, se apoiando, com as mãos na boooooorda, fervendo a água...
Água fervendo, duas colheres, café ficou forte, duas xícaras, uma acompanha o pão, outra acompanha a leitura de contos galegos.
Fervendo a água que não era tão fria e um azulejo se partiu porque a pooooorta, do nosso amor estava se abrindo, e os pés que irão por esse caminho...
Mochila pronta, tapuér com almoço pronto, chaves, tíquete do trem, agasalho, está quente e bonito lá fora. Sol ardendo.
Sair a Calle del Amparo. E os pés que irão por esse caminho, vão terminar no altar. Eu só queria me casar, com alguém igual a você, y alguén igual não há de ter, então quero mudar de lugar...
Calle de la Espada. Eu quero estar num lugar, da sala pra te receber!
Tirso de Molina, y Calle Doctor Cortezo. Na cor do esmalte que você vai escolher, só para as unhas pintar. Quando é que você vai sacar, que os vãos que fazem suas mãos...
Uma praça que ainda não sei o nome, mas tem um ponto de ônibus. Y ahí está Calle de la Carreta abajo.
Que os vãos que fazem suas mãos é só porque você não está comigo? Só é possível, te amar! Seus pés se espalham em fivelas sandálias, e o chão se abre...
Estación Sol. Cercanias-renfe, Charmatin, Colmenar Viejo, Três Cantos, SSdelosReyes.
E o chão se abre, por dois sorrisos, irão virando o seu corpo que é praia, de um escândalo, charme y macio, que cor terá se derreter?? Que som o lábios vão morder?? Vem me ensinaaaaar a falar! Vem me ensinaaaaaaar a ter você!
Leituras, leituras... La História Maleable, de Anaclet Pons. Interessante.
Opa, já é Cantoblanco.
Ficha na biblioteca. Soy brasileña tengo pasaporte no no tengo aún la tarjeta de estudiante si de máster oh 20 libros! Qué bueno! Si ya hice mi correo de la UAM ya solicité la tarjeta pero demora unos días puedo acceder la biblioteca por la pagina web bueno renovar hasta 10 veces! Mui bien. Ah bien salas para invetigadores del otro lado me gusta estar más cerca de los libros...
Começado o dia, vou-me, porque as aulas começam daqui a pouco.
Nando Reis é alegria por pombos chegados com mensagens enquanto eu dormia.
Bom dia pra todas e todos!
domingo, 15 de novembro de 2009
Chegando em Madrid
Cheguei quase ao por do sol. Em Barajas saí do aeroporto direto pra rua, porque tinha passado pela polícia em Amsterdã.
Depois, trem, táxi, e cheguei com Rosa, minha hospedeira, no bairro Lavapiés.
Predinhos antigos, de no máximo 3 andares, com suas sacadinhas iguais, em ruas estreitinhas, que compõe um labirinto.
Depois, trem, táxi, e cheguei com Rosa, minha hospedeira, no bairro Lavapiés.
Predinhos antigos, de no máximo 3 andares, com suas sacadinhas iguais, em ruas estreitinhas, que compõe um labirinto.