Es hora de soberanía alimentaria.
En southside, Chicago, he aprendido sobre el Soul Food, la comida del alma. No, no es necesariamente voodoo, es cultura, es espírito, es historia, es sentimiento.
La comida es mucho más que unos cuantos elementos químicos reunidos.
La comida también es alma. De persona. De pueblo. De lugar.
El avance del agronegocio y del fast food van matando nuestra alma. Nuestra Soul Food.
Esa foto es del jibarito que comi en la comunidad portoriqueña. Luego os cuento sobre ello.
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sábado, 6 de agosto de 2011
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
De trabalhos e trabalhadoras
Trabalhei cinco dias na pizzaria. Me demiti. Dois motivos principais, que infelizmente não são engraçados:
1. Não tenho jeito pra produzir lucro pra um dono. Se as pessoas que iam lá comer, trabalhadoras e trabalhadores como eu, podiam comer e beber gastando menos, e ainda assim garantindo o funcionamento da pizzaria, por que deviam pagar mais, só pra uma pessoa ter mais lucro? E um lucro que não seria distribuido entre nós que trabalhávamos alí.
E, as gorjetas... iam pro bolso do dono. Pelas contas, só as gorjetas já pagariam um aluguel.
2. Além de explorar o trabalho, o dono queria também explorar sexualmente as trabalhadoras. Reclamou porque eu levava a camisa fechada até o último botão, por exemplo. Assim, estava num caminho em que fatalmente iria me deparar com um processo judicial, coisa que agora não tenho tempo pra empenhar.
Então, optei por sair, e voltar aos trabalhos do curso, que não fáceis.
Sobre os trabalhadores imigrantes:
1. Boliviana, 24 anos, um filho, vive com o companheiro, a mãe e a irmã. Ilegal, 'sin papeles'. Ha cinco anos em Madri, querendo voltar, porque tem ouvido notícias de que em Bolívia as coisas começam a melhorar;
2. Romena, 20 anos, uma filha, vive com a mãe, pai, irmãos. Em processo de legalização, porque Romenia entrou para a União Européia, mas, por dois anos, os romenos/as não podiam trabalhar fora da Romenia (claro). Quer voltar.
3. Paraguaio, uns 26 anos, mais de dois filhos/as, vive a quase cinco anos em Madri. Ilegal. Quer voltar, mas, se se apresenta para embarque, será deportado e não poderá mais voltar aqui. Quer voltar ao Paraguai com possibilidade de retornar a Espanha se quiser. Está tentando se legalizar.
O dono... não quero nem falar.
Bien de bien, a Trabalhadora volta aos afazeres antigos, sabendo fazer café na máquina e tirar cerveja do grifo (um equivalente ao chopp).
1. Não tenho jeito pra produzir lucro pra um dono. Se as pessoas que iam lá comer, trabalhadoras e trabalhadores como eu, podiam comer e beber gastando menos, e ainda assim garantindo o funcionamento da pizzaria, por que deviam pagar mais, só pra uma pessoa ter mais lucro? E um lucro que não seria distribuido entre nós que trabalhávamos alí.
E, as gorjetas... iam pro bolso do dono. Pelas contas, só as gorjetas já pagariam um aluguel.
2. Além de explorar o trabalho, o dono queria também explorar sexualmente as trabalhadoras. Reclamou porque eu levava a camisa fechada até o último botão, por exemplo. Assim, estava num caminho em que fatalmente iria me deparar com um processo judicial, coisa que agora não tenho tempo pra empenhar.
Então, optei por sair, e voltar aos trabalhos do curso, que não fáceis.
Sobre os trabalhadores imigrantes:
1. Boliviana, 24 anos, um filho, vive com o companheiro, a mãe e a irmã. Ilegal, 'sin papeles'. Ha cinco anos em Madri, querendo voltar, porque tem ouvido notícias de que em Bolívia as coisas começam a melhorar;
2. Romena, 20 anos, uma filha, vive com a mãe, pai, irmãos. Em processo de legalização, porque Romenia entrou para a União Européia, mas, por dois anos, os romenos/as não podiam trabalhar fora da Romenia (claro). Quer voltar.
3. Paraguaio, uns 26 anos, mais de dois filhos/as, vive a quase cinco anos em Madri. Ilegal. Quer voltar, mas, se se apresenta para embarque, será deportado e não poderá mais voltar aqui. Quer voltar ao Paraguai com possibilidade de retornar a Espanha se quiser. Está tentando se legalizar.
O dono... não quero nem falar.
Bien de bien, a Trabalhadora volta aos afazeres antigos, sabendo fazer café na máquina e tirar cerveja do grifo (um equivalente ao chopp).
sábado, 2 de janeiro de 2010
Começos
Vale.
Queria continuar as histórias, mas, o tempo está mais escasso. Comecei um trabalho remunerado, em uma pizzaria italiana, e essa tarefa tem me tomado bastante tempo. Antes já estava trabalhando, claro, mas, sem remuneração.
Por estes dias, estou ainda observando e estudando como fazer a conciliação entre a sobrevivência econômica, o curso, as tarefas políticas, a sobrevivência cultural (filmes da web, livros não ligados ao curso, e o blog), que são os aspectos fundamentais da vida nesse momento.
Dia 11 as aulas recomeçam, e até lá preciso do tempo livre para escrever os trabalhos finais das disciplinas, que estão a passo de tartaruga. O que estava mais obscuro era o de Donezar, mas depois das orientações de Neila e Sol, de várias leituras e ruminações, acho que encontrei o fio da meada.
Bueno, que todas e todos tenhamos um bom ano, que reencontremos e encontremos nossas alegrias, que o exercício da paciência não nos impeça a ação, e que nosso povo se levante cada vez mais na luta por justiça social e soberania popular, num movimento consciente, consistente e duradouro.
abraços, até sempre, até a vitória!
Queria continuar as histórias, mas, o tempo está mais escasso. Comecei um trabalho remunerado, em uma pizzaria italiana, e essa tarefa tem me tomado bastante tempo. Antes já estava trabalhando, claro, mas, sem remuneração.
Por estes dias, estou ainda observando e estudando como fazer a conciliação entre a sobrevivência econômica, o curso, as tarefas políticas, a sobrevivência cultural (filmes da web, livros não ligados ao curso, e o blog), que são os aspectos fundamentais da vida nesse momento.
Dia 11 as aulas recomeçam, e até lá preciso do tempo livre para escrever os trabalhos finais das disciplinas, que estão a passo de tartaruga. O que estava mais obscuro era o de Donezar, mas depois das orientações de Neila e Sol, de várias leituras e ruminações, acho que encontrei o fio da meada.
Bueno, que todas e todos tenhamos um bom ano, que reencontremos e encontremos nossas alegrias, que o exercício da paciência não nos impeça a ação, e que nosso povo se levante cada vez mais na luta por justiça social e soberania popular, num movimento consciente, consistente e duradouro.
abraços, até sempre, até a vitória!
